domingo, 4 de setembro de 2011

Um breve instante!

O portão eu escutei, e meu coração estranhamente apertou - Ela entrou, soluçou, só pude vê-la a porta trancar demasiado vagarosamente, em uma tentativa de o conforto privar - levantei fui até ela e não abracei, questionei, e nada ela me disse, me bloqueou, e também não abraçou. Tentou me afogar, de peito cheio e estufado pra boiar e fraqueza não mostrar eu me fiz, fechei também a minha boca, queria estabilidade oferecer e exalar - porém isso não iria me fazer bem, estranha e comicamente quando eu fecho a minha boca a minha cabeça dói, mais estava disposto a agüentar, pois precisava estabilidade lhe dar. O silencio reinou, estabilizou, precisei reagir e foi isso que eu fiz, enquanto ela tirava o brinco e o colar, passei a mão em seu brilhoso rosto pra sua lagrima enxugar, a lagrima estava gelada, mais o fogo imperou, queimou minha mão, dor propriamente dita eu não esbocei, o movimento gaguejou, mais continuou - emendado ao calor da gelada lagrima, a frase ao vento eu joguei: o que aconteceu? - ao vento essas palavras ela doou, não me olhou, ignorou e o silencio novamente imperou - queria no fundo que o silencio durasse para sempre, satisfeito estava se eu ali morresse, sentindo um sentimento puro e aquela incessante dor na mão - mas acabou, o silencio foi rompido, não por som, mais por movimento: a cabeça dela a mim se direcionou - desajeitada mente regurgitou, seu futuro próximo martelou, destruiu, olhando pra minha cara segura, os engoliu. Eu de peito estufado e boiando permaneci, pensei no próximo passo, pra agora, conforto passar, segurei o abraço e pensei em falar: Conte sempre comigo, quando e onde quiser - me poupei, uma atitude melhor eu tomei, não abracei, mesmo querendo abraçar, mas antes de pela segunda vez a atitude pensar, ela outra vez o breve silencio destruiu - em sua mente nesse exato momento ela fugiu, fugiu e numa brecada voltou, arrependendo-se amargamente ameaçou, só se arrependeu pois sabia a resposta que eu iria dar, sabia que era verdade e não podia contra-argumentar, se tivesse resposta pra mim com a ameaça teria juntado e rapidamente ditado, as pupilas baixaram, e pra surpresa dela eu não argumentei, consegui estranhamente com um olhar dizer o que eu queria passar, a situação se acalmou e irritantemente o silencio voltou a pairar - os corpos mais dinâmicos ficaram, questionei a satisfação da minha obrigação e imovelmente inquieto eu fiquei. Ela se levantou rapidamente, justificando-se: vou ao bainheiro, tirar essa maquiagem - eu aprovei com a cabeça e seguindo-a pensei: insisto mais um pouco ou a deixo repousar? - Resolvi insistir, e novamente eu perguntei, joguei varias perguntas cujas dadas situações eu liguei, mais uma coisa copiosa eu obtive, não sua boca calada, mais as mesmas respostas de tristezas passadas - me conformei, e sem abraçar o conforto da segunda opção eu me dei, a deixei descansar, parou de me afogar, e colocou-se em seu leito sobre fetal posição sonhar, pude minha boca abrir e minha cabeça aliviar - e a minha conclusão tomei: Os olhos dela vou vagarosamente lustrar, não vou deixar apagar, e enquanto o brilho brilhar, custe o tempo que custar, a felicidade de sua alma, ao ritmo do meu coração irá bombear!

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