domingo, 2 de outubro de 2011

Quarto fechado!

Assopra a fumaça na minha cara, e me deixa rir sozinho. Fecha porta, pra essas estrelas não poderem sair, quero uma moça pra poder engravidar, no delírio da minha consciência, tentar despertar o louco da imaginação, pra esse um personagem louco criar. Vivo essas palavras de liberdade, dentro do quarto relaxando, e voando pra todo e qualquer lugar. Gramática errada, eu quero deixar acontecer, não quero cerrar as sobrancelhas, nem mesmo quando eu ver. Vai agora meu armário voador, pega pizza deixa as roupas, e me deixa querer de tanto dever os atos pro mundo que me obriga a fazer. Só mais uma vez eu prometo, talvez a ultima a partir de hoje, um bolo de chocolate, pra beleza desaparecer, e toda a beleza inexistente em tudo eu conseguir ver. Pego o vinho, a água, o suco e me da pra beber.. essa garganta seca não me deixa esquecer, os pequenos problemas de amanha que vão me destruir, é tudo tão obrigatório que não posso resistir, mais uma vez pra finalizar. Vêm cá inimigos imaginários, vamos dançar, calar, e brincar.. eu não odeio mais você mais deixa meus olhos abertos, pra mim só assim te reconhecer, não deixa ele se fechar, pra mim não esquecer de te amar. Está ouvindo a marcha lá fora? Eles e elas vieram me buscar, me provar por A + B o que eu não posso me esquecer, pra deixar rico o meu ego, que um dia vou comprar, se um dia eu achar pra comprar. Deixa eu existir e acreditar, existir desacreditando como eu desacredito é até triste de se ver, mais eu to bem assim, não to vivendo pra você; Haja um mundo lá fora, ou um tempo depois, logo nos veremos e depois e depois. Dia e noite de vidas paralelas, luz piscando de sábado e de semana uma baleia a encontrar, uma metáfora da vida, da vida e do amar. Diz a verdade sobre o que queremos, pra podemos querer, reflexões sobre a vida nós podemos ter, comparações e outro tipo de amar, só mais uma “veizinha” pra poder terminar. Desculpa pela fumaça, o cheiro vai sair, mais sente bastante pra você poder rir. São tantas coisas a dizer e muita coragem pra falar, língua enrolada pra fazer, preguiça de levantar, deixa eu escurecer essa minha alma que me devora, de bondade por você e ódio daqui pra fora, eu preciso de amor, é preciso amar, deixa eu fazer de novo, só pra concretizar, o que eu quero dizer, estou tonto pra falar, deixa eu dar um gole no vinho, e falar com você ou falamos amanha, pois é certeza que vou desmaiar, não deixa os marchantes entrarem, e me acorda quando a pizza chegar, coloca as roupas dentro do armário, nem quero amanha trabalhar, é tanta vontade de ter, me lembra amanha de falar, o que ia falar pra você se você conseguir lembrar, agora vou pela ultima vez e vou me deitar, depois pinga no meu olho água, pra poder clarear, que viagem maluca, essa que ainda vamos fazer. Vai passar anos e anos e ainda vou falar de você, e porque você está de ponta cabeça, desce daí, você vai se machucar, ou melhor, vou ai ao lado de vocês pra poder me encontrar e encontrar com vocês e tentar desvendar. Pronto, vamos pular, de cima da pia, sem tentar nós ferir, mais só me machucar, eu quero sentir, um pouquinho de dor, quero um pouco sangrar, deixa as palavras saírem e o sangue lavar, meus olhos estão fechando mais da mais uma ai que eu quero mata. Prende dentro do peito, pra dar mais efeito, dessa coisa chamada vida, solta lentamente a minha mão, ou não, deixa assim, um gênio sem fim pra poder terminar, a marcha parou, e já vai começar, uma marcha mais forte e essa aparenta que vai perdurar, vida cotidiana, e de noite marchar, fica fria ai, para e me deixa escutar, anda logo você, deixa a minha vez chegar. Quantos de vocês são? Parem de se multiplicar, eu preciso saber quem eu vou empurrar, aquele que não me ver, vou jogar pela janela, e vai cair no quintal do meu apartamento terreno, indiferença existente nesse pequeno mundo. Coloca uma musica, pra mim não dormir, faz outro ai, eu faço se você preferir, deixa meia hora passar e mil pessoas morrer, eu faço um, você faz um, você faz um pra mim, eu faço dois pra você. Mais um gole do uísque que você derramou, nós limpamos depois, e sujamos depois. To bem pra falar, eu garanto, eu acho, quero dizer que gostei desse seu cabelo louco, sai daí da frente do espelho, presta atenção quando eu falar, não vou falar de novo, nem sei se vou lembrar. Que coisa mais louca, essa televisão, brilho forte, programação sem noção. Pontos e vírgulas no meio do nada, desajustada, perdida em minhas palavras, junta da felicidade, e do drama também, poesia clássica, eu que acendo dessa vez. Vou desmaiar, e desmaiei, queimei minha sobrancelha, que eu senti, logo em cima da minha boca queimar, to deitado aqui, sem ninguém me ajudar, desmaiado acordado, puxando sem ter, vou apagar minha mente e finalizando vou pensar: que viagem louca de fazer, que coisas loucas de pensar.

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